Google Chrome: prós e contras

September 8th, 2008

A essa altura, todo mundo já disse tudo o que era possível sobre o Google Chrome. Vamos então a um rápido resumo.

Prós

  • Divisão de processos - esse recurso impede que uma página problemática trave o browser inteiro, como ocorre com os concorrentes. Apenas a aba da página bichada é afetada
  • Rapidez - sim, não dá pra negar, o Chrome é realmente rápido e leve.
  • Área útil - como não tem menus, o Chrome deixa mais espaço para as páginas. Mas isso pode ser um fator negativo para usuários acostumados aos clássicos menus.
  • Aplicativos - a possibilidade de criar um atalho no desktop para páginas mais usadas é interessante. O atalho serve também para páginas dinâmicas, como, por exemplo, a caixa de entrada de um serviçõ de e-mail. Assim, fica mais prático acessar os serviços mais usados.

Contra

  • Segurança - três bugs foram encontrados só no primeiro dia. Mas não vejo isso como um grande problema, já que todos os outros browsers têm falhas de segurança também.
  • Extensões - por enquanto não há extensões. Mas o Google já avisou que elas virão em pouco tempo.
  • Bookmarks - o atual recurso de bookmarks é extremamente básico. Acho que ele deve ser aprimorado em versões futuras.
  • Incompatibilidade - Alguns sites em que naveguei não funcionaram direito no Chrome.
  • Caixa de busca - muita gente gostou da tal Omnibox, que funciona como caixa de busca e de endereços web. Ainda não me acostumei e acho um pouco confuso. Prefiro o layout com duas caixas, uma para buscas e outras para endereços. Mas, enfim, acho que depende da preferência de cada um.

Mozilla Ubiquity: você escreve, a Web lê

August 28th, 2008

Ubiquity também acessa a Wikipedia

Ainda não tinha me animado a instalar o Firefox 3, mas o Ubiquity me fez mudar de idéia. Mais uma vez, a galera da Mozilla mostra que está pensando a longo prazo em relação ao futuro da web.

O projeto Ubiquity tem como principal objetivo eliminar o vai-e-vem entre janelas muito freqüente quando navegamos. Quantas vezes temos que abrir uma nova aba para procurar uma informação, selecionar, copiar, abrir a janela de e-mail, criar a mensagem e colar a seleção?

Esse é apenas um exemplo de uma seqüência de tarefas que podem ser reunidas em um só conjunto de instruções. Como implementar esse conjunto de instruções? Criando uma interface que entende uma linguagem natural (ou próxima disso) e executa os comandos do usuário. Eis a Ubiquity.

Na prática, a Ubiquity é uma extensão do Firefox que cria uma janela de comandos dentro do browser. Ela é ativada por meio da combinação Control + barra de espaço. Nesse painel, o usuário digita comandos como “email this to contact” para mandar um texto selecionado em uma página para um contato do Gmail, ou “translate to english” para traduzir um trecho selecionado.

Há ainda comandos para consulta à Wikipedia e inclusão de mapas em e-mails. O projeto está em fase inicial e a lista de comandos ainda é pequena, mas a idéia é muito interessante e vale a pena acompanhar de perto.

Ubiquity também acessa a Wikipedia

O ranking das redes sociais

August 21st, 2008

O orkut é, claro, a rede social mais popular no Brasil. MySpace e Facebook são grandes nos Estados Unidos. Mas e em outros países? É o que busca responder um breve estudo realizado pela empresa sueca Pingdom.

A Pingdom usou o Google Insight Search para pesquisar a popularidade de termos como orkut, Facebook, MySpace, Last.fm e Twitter. O Google Insight Search analisa as buscas feitas no Google e mostra o quão popular um termo é em cada país. Alguns detalhes interessantes.

  • Como esperado, o Brasil aparece em primeiro lugar em interesse pelo termo orkut. E fica fora dos dez primeiros nas buscas por Facebook, MySpace, Hi5, Twitter e Last.fm. A única outra rede social que ainda desperta algum interesse é o Gazzag (alguém se lembra dele?). A curva de interesse no Gazzag, no entanto, é descendente, enquanto a do orkut vem se mantendo relativamente constante ao longo de 2008.
  • A lista dos 10 mais interessados no Last.fm contém apenas países escandinavos e do leste europeu. Pela ordem, Finlândia, Croácia, Estônia, República Checa, Noruega, Suécia, Polônia, Letônia, Rússia e Lituânia.
  • O Japão lidera o ranking dos 10 mais interessados no Twitter. Esse top 10 traz ainda os asiáticos Cingapura, Hong Kong e Taiwan.
  • O hi5 confirma a fama de rede social latina, com Peru, México, Equador e Guatemala no top 10.

Novamente, vale lembrar que esses dados são baseados apenas em resultados de buscas pelos nomes das redes sociais, e não em quantas pessoas realmente usam os serviços. Ainda assim, valem como um termômetro das redes sociais em diversos países do mundo.

Com Acrobat.com, Adobe embarca (devagarinho) na web 2.0

August 13th, 2008

Depois de um bom tempo apenas observando de longe o surgimento de sites como como Picnik e Jaycut, a Adobe deu seus primeiros passos na web 2.0 inaugurando o Photoshop Express. Outra investida recente é o Acrobat.com, que inclui processador de texto, compartilhador de arquivos e ferramenta para reuniões via internet.

O editor de texto é o Buzzword, que foi adquirido pela Adobe com a compra da Virtual Ubiquity no ano passado. Com interface em Flash, ele não traz tantos recursos quanto seus concorrentes da Zoho e do Google, mas se destaca pelo visual sofisticado.

Possivelmente o serviço mais útil do Acrobat.com, a conversão para o padrão PDF funciona bem, mas não é tão prática quanto a de sites de conversão de mídia, como o Media-convert. O Acrobat.com claramente ainda é um produto em fase beta. Pelo jeitão do site, parece que a idéia é englobar nessa marca os serviços de escritório da empresa.

Acrobat.com

O que é web 2.0

August 5th, 2008

Já que todo mundo tem uma, lá vai a minha (um tanto longa tardia) definição de web 2.0.

Penso que o conceito de web 2.0 tem duas vertentes: uma mais técnica, e outra mais social.

1 - A mais técnica (talvez menos badalada e “charmosa”, mas acredito que importante) seria definir como web 2.0 sites que empregam tecnologias (aí entram Ajax, Flash, Silverlight e RIAs de modo geral) que possibilitem uma interação próxima a de uma aplicação de desktop. Aqui estamos falando da parte mais técnica, do carregamento de partes de página separadamente e de evitar o efeito (e a espera) do recarregamento das páginas, da possibilidade de arrastar/soltar, uso de atalhos de teclado etc.

Nesse caso, alguns exemplos seriam o Gmail (pioneiro nesse tipo de interface entre os sistemas de e-mail), aplicações de escritório (Google Docs, Zoho, ThinkFree etc), sites de edição de fotos e vídeo e áudio (Picnik, JayCut etc).

2 - A outra vertente do conceito de web 2.0 é a social. Dentro dessa vertente, podemos definir como sites web 2.0 aqueles que estimulam a publicação, a avaliação e o compartilhamento de informações por parte dos usuários. Nesse caso entram os exemplos mais clássicos: YouTube, Pandora, Last.fm, orkut, Wikipedia, Flickr. Entrariam aí também sites que não permitem propriamente a publicação de conteúdo, mas modificam conteúdo já publicado ou agregam serviços já existentes. É o caso de alguns sites de mashup como o Yahoo Pipes.


As vertentes não são excludentes. Um mesmo site pode estar nas duas. O Flickr por exemplo, e o YouTube, usam alguns recursos técnicos de carregamento de páginas que estão na primeira vertente.


Sobre web 2.0, acho que, como acontece em outros fenômenos, tem muito oba-oba, principalmente na parte publicitária/comercial. Mas, inegavelmente, de 2004/2005 pra cá surgiu uma nova leva de sites com uma proposta (tanto do ponto de vista técnico como de participação do usuário) diferente. E outros mais antigos, como a Wikipedia, ganharam mais exposição.

Isso tem muito a ver como crescimento da banda larga. Dá pra fazer muito mais coisas quando não se tem que pagar por minuto e por uma conexão leeenta :-). A banda larga eliminou alguns problemas da web, como a lentidão no carregamento de páginas. Com isso, dá pra fazer sites mais ambiciosos sem medo de perder o visitante.

PicLens facilita busca de imagens no Firefox

August 3rd, 2008

A PicLens é uma extensão do Firefox interessante principalmente para quem procura imagens e vídeos na web. Ela mostra os resultados de sites como Google e Flickr como miniaturas em um fundo escuro e em modo de tela cheia.

Na parte inferior da tela, uma barra de rolagem que facilita muito a navegação entre as imagens. Basta arrastar a barra para mover as miniaturas, em vez de ter que clicar em Next a cada final de página de resultados. Também é possível ver as imagens e vídeos em tamanho maior, sem o HTML das páginas. Tudo é mostrado numa interface bonita e bastante rápida, mesmo em PCs com placas de vídeo comuns. O site da empresa traz orientações para quem quer montar um site compatível com a tecnologia.

Del.icio.us, finalmente, de cara nova

July 31st, 2008

O Del.icio.us estreou, finalmente, seu novo visual. Uma das referências da web 2.0, o site era conhecido como um dos pioneiros do social bookmarking e também pela interface, em uma palavra, tosca.

O redesign deixou o serviço com uma cara web 2.0. As transparências e as bordas arredondadas estão lá. Mais importante que isso, a nova interface dá mais agilidade ao serviço. Ficou mais fácil, por exemplo, incluir um bookmark em modo privado. O novo design também evidencia a relação entre as tags e reforça o conceito de comunidade, ainda pouco usado por muitos internautas e agora organizado na seção People.

Ah sim, o site ganhou uma nova URL (http://delicious.com/), sem os incômodos subdomínios e pontos que só atrapalhavam.

Nova interface do Delicious

W3C publica novos padrões para web móvel

July 31st, 2008

Navegar na web usando um celular ou outro dispositivo móvel ainda é uma experiência dolorosa. Nunca dá pra saber se a página vai aparecer, se as imagens vão abrir, se o texto vai ficar no tamanho exato, e por aí vai.

Pra tentar melhorar a situação, o W3C publicou novas orientações para quem quer desenvolver para a web móvel. Elas estão no documento Mobile Web Best Practices. Entre as orientações do documento estão:

  • Fornecer URLs curtas para facilitar a digitação
  • Exibir navegação principal no topo da página, com os itens em uma só linha
  • Fornecer acesso aos links por meio de atalhos, no caso, as teclas numéricas
  • Evitar pop-ups e páginas de recarregamento automático

O W3C publicou também uma nova especificação do XHTML Basic 1.1, linguagem de markup que deve ser usada como padrão para dispositivos móveis. Quem quiser testar a compatibilidade do site pode usar a ferramenta de teste.

Bom, os padrões estão aí. Resta saber se webmasters e desenvolvedores de browsers irão aderir a eles ou ignorá-los completamente, como já aconteceu antes.

Wikipedia + AdSense = Knol

July 30th, 2008

O Read/Write Web comenta o Knol, nova aposta do Google na geração de conteúdo colaborativo. De forma similar ao que acontece na Wikipedia, o Knol permite que usuários escrevam artigos sobre assuntos que dominam. Algumas características importantes do serviço.

  • O Knol utiliza o AdSense em suas páginas, e os usuários são remunerados caso links em seus artigos sejam clicados.
  • O editor de textos do Knol é bem mais amigável do que os enigmáticos tags usados na maioria das plataformas wiki.
  • O Knol evita o “vale-tudo” de muitas plataformas Wiki, em que qualquer um pode modificar qualquer informação. Usuários podem mandar dicas ao autor de um knol, mas somente ele pode alterar o texto. Autores também são encorajados a publicar seus nomes verdadeiros e fotos.

Como observado no RRW, o modelo do Knol é parecido com o do Mahalo. Longe de transformar o Google em uma empresa de conteúdo, o Knol parece uma tentativa de organizar e comercializar a fórmula da Wikipedia (usando o AdSense, é claro!).

Tela de edição de texto do Knol

Enésimo “google-killer”, Cuil sai do ar na estréia

July 28th, 2008

Deu nos mais variados sites especializados em tecnologia (CNET, Computerworld e outros). Com uma equipe formada por ex-funcionários do Google e da IBM entre outros pesos-pesados, a ferramenta de busca Cuil promete “revolucionar o modo de se fazer pesquisas na internet”.

Bom, o primeiro dia de funcionamento não está sendo nada revolucionário. No momento em que escrevo, o Cuil se encontra fora do ar, como costuma acontecer com boa parte dos serviços web 2.0 no dia de estréia.

Consegui dar uma breve olhada no serviço antes da pane e deu pra perceber que o layout dos resultados é bastante diferente do da maioria das ferramentas. Em vez de uma lista vertical, os resultados são apresentados em pequenas caixas dispostas tanto vertical quanto horizontalmente, como widgets de uma página personalizada.

Gostaria de testar mais, mas o serviço está fora do ar :-( .Vamos ver se o Cuil realmente vai cumprir o prometido ou entrar na longa fila das “ferramentas de busca que vão destruir o Google”.