Scoble bota o rabo entre as pernas

Não demoraram as reações aos polêmicos vídeos do blogueiro Robert Scoble, que afirmou que o Google será destronado em quatro anos pela junção dos serviços Techmeme, Facebook e Mahalo.

No SearchEngineLand, Danny Sullivan, um dos gurus de SEO, perdeu a linha e usou a f-word contra Scoble. No SEOmoz, em um post muito interessante, Rand Fishkin dissecou os vídeos e apresenta argumentos contra vários pontos. Na Wired, Adario Strange insinuou que Scoble tomou muito café antes de gravar os vídeos.

As críticas ao vídeo, com as quais concordo, se concentram basicamente em três pontos:

  1. Scoble detonou todas práticas de SEOs, deixando de diferenciar métodos condenáveis (compra de links, inchaço de meta tags etc) e técnicas legítimas de SEO.
  2. Scoble encheu a bola do Mahalo, uma ferramenta que até agora é apenas uma boa idéia e não tem um modelo minimamente escalável. No Mahalo, as páginas de resultado da busca são feitas manualmente. É como se, ao fazer uma busca no Google, uma pessoa tivesse que reunir os resultados e montar uma página para o usuário. Por um lado, o Mahalo pode ter resultados mais limpos e adequados, em algumas situações. Mas como eles podem criar, manualmente, páginas de resultado para mais de 1 bilhão de buscas por mês?
  3. Scoble ficou meia hora na frente de um quadro, escreveu e desenhou algumas setas. Mas não mostrou exatamente como os três serviços citados (Techmeme, Facebook e Mahalo) podem ser unidos em um Google-killer.

Depois dessa surra pública, Scoble se mancou e admitiu que errou. Entre as falhas, ele admitiu que pesou a mão contra os SEOs e fez uma análise simplista do funcionamento do Google. 

O fato é que o Scoble não é novato, mas falou algumas asneiras dignas de quem não tem o mínimo conhecimento técnico, principalmente na questão do SEO.

Fico pensando, será que ele fez tudo isso de caso pensado, pra criar polêmica ou divulgar o Kyte (serviço onde estão os vídeos)? Ou será que tomou muito café, como disse a Wired?

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