Archive for the ‘SEO/SEM’ Category

O Google e o click fraud

Friday, September 14th, 2007

Na Forbes, longa entrevista com  Shuman Ghosemajumder (dei copy/paste no nome, claro) sobre a prática de cliques fraudulentos no AdSense, conhecida como click fraud. Pra quem não acompanha o assunto, segue uma breve explicação.

O click fraud ocorre quando alguém clica em um anúncio do AdSense sem a intenção de comprar o produto. Esse procedimento beneficia duas partes:

  1. o dono do site onde anúncio está, que ganha a cada clique dado em anúncios veiculados em sua página.
  2. o Google, que recebe do anunciante por cada clique.

Uma terceira parte, entretanto, sai prejudicada. O anunciante, que paga ao Google por cada clique, só tem prejuízo quando paga por um clique que não vai gerar uma compra.

A entrevista da Forbes mostra que o Google está numa sinuca de bico. Não pode revelar exatamente como mede os cliques fraudulentos, pois dessa forma facilitaria a vida dos fraudadores. Por outro lado, enfrenta pressão dos anunciantes, que exigem mais transparência da empresa para que tenham certeza de que não estão pagando por cliques inúteis.

Scoble bota o rabo entre as pernas

Wednesday, August 29th, 2007

Não demoraram as reações aos polêmicos vídeos do blogueiro Robert Scoble, que afirmou que o Google será destronado em quatro anos pela junção dos serviços Techmeme, Facebook e Mahalo.

No SearchEngineLand, Danny Sullivan, um dos gurus de SEO, perdeu a linha e usou a f-word contra Scoble. No SEOmoz, em um post muito interessante, Rand Fishkin dissecou os vídeos e apresenta argumentos contra vários pontos. Na Wired, Adario Strange insinuou que Scoble tomou muito café antes de gravar os vídeos.

As críticas ao vídeo, com as quais concordo, se concentram basicamente em três pontos:

  1. Scoble detonou todas práticas de SEOs, deixando de diferenciar métodos condenáveis (compra de links, inchaço de meta tags etc) e técnicas legítimas de SEO.
  2. Scoble encheu a bola do Mahalo, uma ferramenta que até agora é apenas uma boa idéia e não tem um modelo minimamente escalável. No Mahalo, as páginas de resultado da busca são feitas manualmente. É como se, ao fazer uma busca no Google, uma pessoa tivesse que reunir os resultados e montar uma página para o usuário. Por um lado, o Mahalo pode ter resultados mais limpos e adequados, em algumas situações. Mas como eles podem criar, manualmente, páginas de resultado para mais de 1 bilhão de buscas por mês?
  3. Scoble ficou meia hora na frente de um quadro, escreveu e desenhou algumas setas. Mas não mostrou exatamente como os três serviços citados (Techmeme, Facebook e Mahalo) podem ser unidos em um Google-killer.

Depois dessa surra pública, Scoble se mancou e admitiu que errou. Entre as falhas, ele admitiu que pesou a mão contra os SEOs e fez uma análise simplista do funcionamento do Google. 

O fato é que o Scoble não é novato, mas falou algumas asneiras dignas de quem não tem o mínimo conhecimento técnico, principalmente na questão do SEO.

Fico pensando, será que ele fez tudo isso de caso pensado, pra criar polêmica ou divulgar o Kyte (serviço onde estão os vídeos)? Ou será que tomou muito café, como disse a Wired?

O fim do SEO? Não tão depressa

Monday, August 27th, 2007

Aparentemente, pelos vídeos apontados pelos links do post abaixo, o Robert Scoble odeia SEOs de modo geral.

Bom, eu odeio ainda mais quem ignora o SEO e faz aqueles sites horríveis totalmente em Flash com musiquinha de fundo e navegação enigmática. Mas concordo com ele no sentido de que, teoricamente, a importância do SEO diminui em uma busca que não é movida por algoritmos, mas sim por seres humanos.

O que ele não mencionou nos vídeos foi que o Mahalo, em seu estágio atual, é uma ferramenta limitadíssima. Uma busca por “hotel in new york”, por exemplo, não retorna absolutamente nada.

Como todas as páginas de resultado são feitas por colaboradores, o Mahalo só fornece resultados se a busca usar exatamente uma expressão que já tenha uma página de resultados pronta. Por isso, pode até ser melhor do que o Google em algumas situações específicas. Mas não tem escala para se tornar uma solução para todas as buscas. Portanto, por enquanto (e por um bom tempo, creio), é Google na cabeça.

Google, Yahoo! e Live Search serão destronados em 4 anos

Monday, August 27th, 2007

Não fui eu que disse, mas sim o Robert Scoble. Ok, típica bravata de blogueiro polêmico. E se isso não acontecer, ele vai sair pelado na rua? Ainda assim, vale a pena assistir aos dois vídeos em que Scoble explica seu racicínio. Segue um resumo.

Na primeira parte do vídeo (14 minutos), ele resume o funcionamento do Google e também da estratégia de links pagos, que algumas empresas de SEO (não deveriam, mas) usam para promover seus sites. Scoble mostra o funcionamento de três serviços (Techmeme, Mahalo e Facebook) e explica por que eles são imunes a estratégias de SEO e, juntos, vão derrubar Google, MSN e Yahoo! em quatro anos.

  1. Techmeme: pra quem não conhece, o Techmeme é um agregador de notícias que escolhe seus destaques automaticamente, com base nos assuntos comentados por seleto grupo de blogs e sites.  Assim, se um post é comentado por muitos dos sites monitorados pelo Techmeme, ganha destaque no serviço. Esse tipo de sistema, em teoria, impede que um site suba no ranking apenas tomando providências de SEO ou comprando links,  já que o grupo de blogs monitorados pelo Techmeme, também em teoria, não vende links.
  2. Mahalo: o Mahalo é uma ferramenta de busca que tem cem funcionários, responsáveis por selecionar os melhores resultados para as buscas de seus usuários. As páginas de resultado, por sua vez, podem ser produzidas por qualquer um. Basta se inscrever no Mahalo Greenhouse e escrever a melhor página de resultados possível. Se essa página for escolhida pela equipe do Mahalo, o usuário é pago. Novamente, Scoble enfatiza a questão da imunidade ao SEO, já que para aparecer bem nos rankings do Mahalo seria necessário subornar um bom número de funcionários da empresa.
  3. Facebook: o atual darling da web 2.0 não poderia ficar de fora. Embora não seja uma ferramenta de busca, o Facebook serve como uma ferramenta para medição de confiança, que, integrado aos outros dois serviços, criaria um tipo de busca com resultados de maior qualidade.

Na segunda parte do vídeo (15 minutos), Scoble compara os resultados de busca do Google e do Mahalo para a expressão “HDTV” e afirma que os resultados do Mahalo são mais bem organizados e úteis para os usuários. Para ele, o Google nunca poderá competir com o Mahalo, pelas mesmas razões pelas quais a Microsoft não consegue competir com o Google. Para competir, seriam necessárias mudanças bruscas na filosofia de negócios e no ambiente de produção da empresa.

No caso específico do Google, Scoble afirma que a empresa não entende comportamentos sociais e até agora não fez um bom trabalho para inserir comportamentos sociais em seus algoritmos. Segundo ele, a ferramenta de pesquisa do Google é rápida e confiável, mas contém muito “ruído”, ou seja, resultados que não são necessariamente os melhores.

Scoble mostra ainda como combinar os três serviços (Techmeme, Facebook e Mahalo) para criar uma busca social e baseada na confiança entre usuários, sem influência de estrátegias de SEO. Finalizando, ele prevê que levará dois anos para que esses três serviços tenham um maior reconhecimento da grande mídia e outros dois anos para que sejam adotados em massa.

Google ainda não iguala hífens a underscores

Wednesday, August 22nd, 2007

Alguns dias atrás, comentei aqui que o Google já estaria tratando hífens e underscores de maneira igual em URLs. Em seu blog, Matt Cutts, do Google, esclarece que não é bem isso.

Segundo Cutts, o repórter da CNET se precipitou ao dizer que o recurso já estaria ativo. O Google está trabalhando para tratar hífens e underscores igualmente nas URLs, mas o recurso ainda não está no ar. Por enquanto, o underscore é o separador ideal para palavras em endereços web monitorados pelo Google.

American Airlines processa Google

Friday, August 17th, 2007

Eric Goldman noticia que a American Airlines está processando o Google por vender o termo “american airlines” em seu programa de anúncios AdWords. Dessa forma, concorentes podem se aproveitar de buscas por “american airlines” para obter visitas.

Esse tipo de processo não é novidade, mas na maioria dos casos envolve empresas pequenas. Uma curiosidade é que a expressão american airlines é também um termo genérico para buscas sobre … err… linhas aéreas americanas. Esse fato deve complicar um pouco a alegação da AA, de que a venda dessa expressão infringe os direitos de marca da empresa.

Um Pagerank para cada um

Friday, August 10th, 2007

Em entrevista ao Read/Write Web, o indiano (claro!) Sep Kamwar, engenheiro-chefe de personalização do Google, fala sobre as iniciativas da empresa nessa área. Com as buscas personalizadas, uma pesquisa por um mesmo termo pode oferecer resultados diferentes para cada usuário. Para montar os resultados individuais, o algoritmo leva em conta o histórico de buscas de cada um.

Um trecho interessante da entrevista aborda como as buscas personalizadas podem, em alguns casos, dificultar a pesquisa. Como levam em conta o histórico de pesquisas de cada usuário, as buscas personalizadas tendem a atrelar seus resultados a esse histórico. Por isso, pesquisas por termos muito fora da rotina do usuário podem não ser tão eficazes. Vale a pena conferir também o artigo de Peter Fleischer, do Google, no Financial Times. Ele traz alguns bons exemplos de personalização.

Underscore, hífen, tanto faz

Thursday, August 2nd, 2007

O Google anunciou semana passada que vai passar a tratar undescores como hífens na separação de palavras contidas em URLs. Melhor para usuários de Wordpress, como eu. Os caras do Search Engine Watch correram atrás e apuraram que os outros search engines já fazem isso. Agora sim, meu SEO vai bombar.