Archive for the ‘web 2.0’ Category

Web 2.0 brazuca speaks english

Thursday, August 30th, 2007

O MeioBit lista em duas partes (aqui e aqui) algumas iniciativas bacanas da web 2.0 brasileiras. A maioria dos serviços aposta nas redes sociais, entre eles Wasabi, mostrips e GoZub. Mas há também projetos focados em conteúdo local, como o VaDeMetro.

É legal ver que alguns dos serviços já nasceram com interface em inglês. Nada contra nosso idioma (eu sou até contra a extinção do trema, pô!), mas uma versão em inglês aumenta muito o potencial de usuários e de retorno financeiro. Boa sorte a todos os projetos.

O que deu errado no Technorati?

Thursday, August 30th, 2007

Em artigo no Read/Write Web, Alex Iskold analisa as recentes dificuldades do Technorati, incluindo a saída do fundador, Dave Sifry (quem vai assinar o clássico State of The Blogosphere agora?).

O Technorati foi (e ainda é) um dos símbolos da web 2.0, mas parece sucumbir ao avanço do Google Blog Search. As conclusões de Iskold? Em resumo, a pressão por resultados financeiros fez com que o site expandisse seus recursos (busca de fotos, vídeos etc) em vez de focar na busca por blogs. As novidades confundiram os usuários e tornaram o serviço mais lento, um problema e tanto.

O analista sugere ainda que o Technorati poderia ter tentado cobrar um pequeno valor de seus usuários por serviços Premium, mas não o fez devido à mentalidade de que cobrar dos usuários é ruim.

Realmente, o Technorati sempre foi um serviço muito bacana, mas esse excesso de recursos de ultimamente, pelo menos pra mim, deixou o serviço mais confuso. Bom, como diriam os americanos, o Technorati está “down, but not out yet”. Vou torcer pra que os caras acertem a mão de novo.

Scoble bota o rabo entre as pernas

Wednesday, August 29th, 2007

Não demoraram as reações aos polêmicos vídeos do blogueiro Robert Scoble, que afirmou que o Google será destronado em quatro anos pela junção dos serviços Techmeme, Facebook e Mahalo.

No SearchEngineLand, Danny Sullivan, um dos gurus de SEO, perdeu a linha e usou a f-word contra Scoble. No SEOmoz, em um post muito interessante, Rand Fishkin dissecou os vídeos e apresenta argumentos contra vários pontos. Na Wired, Adario Strange insinuou que Scoble tomou muito café antes de gravar os vídeos.

As críticas ao vídeo, com as quais concordo, se concentram basicamente em três pontos:

  1. Scoble detonou todas práticas de SEOs, deixando de diferenciar métodos condenáveis (compra de links, inchaço de meta tags etc) e técnicas legítimas de SEO.
  2. Scoble encheu a bola do Mahalo, uma ferramenta que até agora é apenas uma boa idéia e não tem um modelo minimamente escalável. No Mahalo, as páginas de resultado da busca são feitas manualmente. É como se, ao fazer uma busca no Google, uma pessoa tivesse que reunir os resultados e montar uma página para o usuário. Por um lado, o Mahalo pode ter resultados mais limpos e adequados, em algumas situações. Mas como eles podem criar, manualmente, páginas de resultado para mais de 1 bilhão de buscas por mês?
  3. Scoble ficou meia hora na frente de um quadro, escreveu e desenhou algumas setas. Mas não mostrou exatamente como os três serviços citados (Techmeme, Facebook e Mahalo) podem ser unidos em um Google-killer.

Depois dessa surra pública, Scoble se mancou e admitiu que errou. Entre as falhas, ele admitiu que pesou a mão contra os SEOs e fez uma análise simplista do funcionamento do Google. 

O fato é que o Scoble não é novato, mas falou algumas asneiras dignas de quem não tem o mínimo conhecimento técnico, principalmente na questão do SEO.

Fico pensando, será que ele fez tudo isso de caso pensado, pra criar polêmica ou divulgar o Kyte (serviço onde estão os vídeos)? Ou será que tomou muito café, como disse a Wired?

Enésima definição de web 2.0

Tuesday, August 28th, 2007

Ok, essa vem com dois anos de atraso. O que posso fazer? Tenho o blog há apenas um mês.

Já que todo mundo tem a sua, segue a minha definição de web 2.0.

Acho que o conceito de web 2.0 tem duas vertentes, uma mais técnica, e outra mais social.

  • Técnica: essa é talvez menos badalada e “charmosa”, mas acredito que é importante. Do ponto de vista técnico, poderíamos classificar como web 2.0 sites que trabalham com tecnologias (aí entram Ajax, Flash e RIAs de modo geral) que possibilitam um nível de interação próximo ao de uma aplicação de desktop. Na prática, isso significa recursos como carregamento de partes de página separadamente, da possibilidade de arrastar/soltar, uso de atalhos de teclado etc. Exemplos: aplicativos online de escritório, Gmail.
  • Social: do ponto de vista social, poderíamos classificar como sites web 2.0 aqueles que estimulam a publicação, a avaliação e o compartilhamento de informações por parte dos usuários. Exemplos: redes sociais, sites de compartilhamento de vídeo etc.

Evidentemente, um mesmo site pode estar nas duas vertentes, como o Flickr, por exemplo. E tenho dito.

Google, Yahoo! e Live Search serão destronados em 4 anos

Monday, August 27th, 2007

Não fui eu que disse, mas sim o Robert Scoble. Ok, típica bravata de blogueiro polêmico. E se isso não acontecer, ele vai sair pelado na rua? Ainda assim, vale a pena assistir aos dois vídeos em que Scoble explica seu racicínio. Segue um resumo.

Na primeira parte do vídeo (14 minutos), ele resume o funcionamento do Google e também da estratégia de links pagos, que algumas empresas de SEO (não deveriam, mas) usam para promover seus sites. Scoble mostra o funcionamento de três serviços (Techmeme, Mahalo e Facebook) e explica por que eles são imunes a estratégias de SEO e, juntos, vão derrubar Google, MSN e Yahoo! em quatro anos.

  1. Techmeme: pra quem não conhece, o Techmeme é um agregador de notícias que escolhe seus destaques automaticamente, com base nos assuntos comentados por seleto grupo de blogs e sites.  Assim, se um post é comentado por muitos dos sites monitorados pelo Techmeme, ganha destaque no serviço. Esse tipo de sistema, em teoria, impede que um site suba no ranking apenas tomando providências de SEO ou comprando links,  já que o grupo de blogs monitorados pelo Techmeme, também em teoria, não vende links.
  2. Mahalo: o Mahalo é uma ferramenta de busca que tem cem funcionários, responsáveis por selecionar os melhores resultados para as buscas de seus usuários. As páginas de resultado, por sua vez, podem ser produzidas por qualquer um. Basta se inscrever no Mahalo Greenhouse e escrever a melhor página de resultados possível. Se essa página for escolhida pela equipe do Mahalo, o usuário é pago. Novamente, Scoble enfatiza a questão da imunidade ao SEO, já que para aparecer bem nos rankings do Mahalo seria necessário subornar um bom número de funcionários da empresa.
  3. Facebook: o atual darling da web 2.0 não poderia ficar de fora. Embora não seja uma ferramenta de busca, o Facebook serve como uma ferramenta para medição de confiança, que, integrado aos outros dois serviços, criaria um tipo de busca com resultados de maior qualidade.

Na segunda parte do vídeo (15 minutos), Scoble compara os resultados de busca do Google e do Mahalo para a expressão “HDTV” e afirma que os resultados do Mahalo são mais bem organizados e úteis para os usuários. Para ele, o Google nunca poderá competir com o Mahalo, pelas mesmas razões pelas quais a Microsoft não consegue competir com o Google. Para competir, seriam necessárias mudanças bruscas na filosofia de negócios e no ambiente de produção da empresa.

No caso específico do Google, Scoble afirma que a empresa não entende comportamentos sociais e até agora não fez um bom trabalho para inserir comportamentos sociais em seus algoritmos. Segundo ele, a ferramenta de pesquisa do Google é rápida e confiável, mas contém muito “ruído”, ou seja, resultados que não são necessariamente os melhores.

Scoble mostra ainda como combinar os três serviços (Techmeme, Facebook e Mahalo) para criar uma busca social e baseada na confiança entre usuários, sem influência de estrátegias de SEO. Finalizando, ele prevê que levará dois anos para que esses três serviços tenham um maior reconhecimento da grande mídia e outros dois anos para que sejam adotados em massa.

Spam no orkut é cada vez mais sofisticado

Friday, August 24th, 2007

Falei no post abaixo do orkut e por acaso topei agora com esse site, da empresa Virtual Marketing Solutions. Esses fanfarrões vendem um serviço chamado Web Orkutils, que envia e-mails e scraps em massa e faz captura de endereços. E ainda tem esse recurso.

- REC (Real Email Colector): coletor de emails reais (os de cadastro mesmo) de qualquer profile do Orkut, sem a necessidade de o usuário deixar a mostra;

Alô galera do orkut! Vamos pelo menos dificultar a vida desses spamzeiros dos infernos!

Orkut terá novo visual

Friday, August 24th, 2007

No blog oficial do orkut, a informação de que o serviço terá novo visual. Será que uma cara nova vai bastar?

Em termos de desempenho e recursos, o orkut está atrás de outras redes sociais. Embora tenham sido reduzidos, os erros de página não encontrada (no donut fo you! grr!) ainda acontecem. E os poucos recursos adicionados, como feeds RSS, estão bem atrás do que redes como o Facebook possuem. Ok, o novo visual não deve afetar a posição do orkut como rede social mais popular no Brasil, mas talvez o ajude a ganhar adeptos em outros países.

Microsoft estréia Tafiti, ferramenta de busca com Silverlight

Thursday, August 23rd, 2007

Tudo bem, talvez seja mais um showcase de Silverlight do que uma ferramenta de busca para uso cotidiano. Mas de todo modo vale a pena dar uma conferida no Tafiti.

Além do óbvio apelo visual, a ferramenta traz alguns recursos que já estão virando padrão, como a integração de resultados de notícias, imagens e sites em uma mesma interface. Além disso, o Tafiti permite que o usuário salve os resultados da busca, arrastando os links para um painel do lado direito. Se alguém vai usar? Não sei! Mas de todo modo vale o acesso.

Tafiti, ferramenta de busca da Microsoft com Silverlight

A abertura das redes sociais

Wednesday, August 22nd, 2007

Em longo post em seu blog, Brad Fitzpatrick, criador do sistema de blogs Livejournal, defende a criação de um banco de dados único para redes sociais. Com isso, o usuário não teria que informar novamente dados sobre seus amigos ao se cadastrar em um novo serviço.

A solução proposta por Brad seria open source e poderia ser acessada por qualquer serviço, por meio de APIs públicas. Desse modo, ao informar e confirmar a propriedade de seu e-mail, o internauta poderia simplesmente importar as informações. Ok, essa troca de informações já pode ser feita em alguns casos, por meio de arquivos XML e outras ferramentas de importação e exportação. Mas uma base de dados única certamente facilitaria a tarefa.

É fato que, com a proliferação de serviços web 2.0 em diferentes áreas, o cadastro passar a ser um incômodo cada vez maior. Muitas vezes os internautas têm que repetir informações sobre contatos e amigos de outras redes ao se cadastrar em um novo serviço.

Há poucos dias, Scott Gilberson, da Wired, também defendeu uma arquitetura mais aberta para as redes de relacionamento. Uma das preocupações da comunidade de desenvolvedores americanos é o crescimento da plataforma proprietária Facebook, que possui uma linguagem de desenvolvimento própria.

Facebok para profissionais. Vai pegar?

Monday, August 20th, 2007

Em dois artigos (aqui e aqui) a BusinessWeek aborda um assunto que vem sendo muito comentado por blogs especializdos: a migração de usuários americanos para o Facebook em busca de contatos profissionais.

Originalmente criado apenas para uso de universitários, o Facebook vem ganhando espaço entre um público mais maduro, já formado e no mercao de trabalho.

Eu tenho perfil no Facebook, mas confesso que acho que não me entendi direito com ele. Parece um orkut melhorado, com o excelente acréscimo de widgets. Mas não me parece uma rede adequada para contatos profissionais. O Linkedin é bem mais focado para esse tipo de atividade e é uma pena que esteja sendo posto em segundo plano.